web site hit counter Queremos o fim dos robôs assassinos antes que seja tardeOs filmes de ficção científica como RoboCop e Terminator, já mostraram os riscos dos robôs equipados com armas letais e capazes de tomar decisões autônomas. Recentemente, o cientista Stephen Hawking disse temer um futuro sombrio se continuarmos a investir no desenvolvimento de robôs militares. E na medida em que a ficção encosta na realidade dos fatos do século 21, os grupos de direitos humanos e cientistas começam a levantar ressalvas dramáticas e preocupações com o futuro da humanidade ligadas ao uso de robôs letais totalmente autônomos.Publicidade - Blog Pc Net

Queremos o fim dos robôs assassinos antes que seja tardeOs filmes de fi

Um deles, a reconhecida ONG Human Rights Watch (HRW) juntou-se à Harvard Law School e liberou ontem, 12/05/2014, um documento de 26 páginas intitulado”Shaking the Foundations: The Human Rights Implications of Killer Robots”, que examina as consequências do uso de robôs letais autônomos que, em última instância, teriam o poder de decidir quando tirar uma vida humana.O lançamento do estudo é feito às vésperas da primeira reunião multilateral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa em Genebra (Suíça) nesta terça-feira (13/05/2014) e se estende até o dia 15 de maio de 2014. A reunião terá a presença de dezenas de representantes dos 117 países signatários da Convenção da ONU sobre Armas Convencionais (conhecida pela sigla CCACou, em inglês, CCW), além de dezenas de especialistas e representantes de ONGs envolvidas no movimento Campaign to Stop Killer Robots.A CCAC visa a proibir ou a restringir o uso de certas armas convencionais consideradas excessivamente letais ou cujos efeitos são indiscriminados. Ela foi criada em Genebra em 10 de outubro de 1980 e entrou em vigor internacionalmente em dezembro de 1983. Ela complementa e atualiza a famosa “Convenção de Genebra”, assinada em 12 de agosto de 1949O estudo da HRW afirma que os governos devem banir, antes mesmo que sejam possíveis, armas letais totalmente autônomas antes que seja tarde. O documento especula que as agências regulatórias e de segurança poderiam usar robôs assassinos para combater o crime e controlar tumultos e que haveria o risco de governos enviarem tais robôs contra opositores políticos ou terroristas.Os robôs não são capazes de replicar o julgamento humano e a compaixão em situações críticas, diz o estudo, ou mesmo seriam incapazes de impedir uma situação com risco de morte. Mais especificamente, as máquinas não seriam capazes de decidir o peso da força empregada contra um problema, mesmo quando ela é a única alternativa que resta numa situação de crise, correndo o risco de se exceder.”Acreditamos que essas armas violam o direito humano mais básico – o direito a vida, o direito a ser socorrido e o princípio da dignidade”, diz a pesquisadora da HRW e professora da Harvard Law School, Bonnie Docherty. “Esses direitos são a base para todos os outros.”Armas totalmente autônomas poderiam escolher e atirar em alvos sem precisar da intervenção humana, diz ela, e seria um passo além dos atuais drones teleguiados.Os drones militares tem sido questionados pelo seu papel em ataques americanos em terras internacionais. Segundo a organização sem fins lucrativos The Bureau of Investigative Journalism, do Reino Unido, drones americanos mataram mais de 2,4 mil pessoas no Paquistão, Iemen e Somália no período de cinco anos durante a gestão de Barack Obama.O conceito de máquinas totalmente autônomas que podem exercer força letal contra humanos atrai atenção dos cientistas. No início do mês, em artigo publicado no jornal The Independent, sobre o progresso na pesquisa em inteligência artificial, o cosmologista Stephen Hawking e seus colegas alertaram: “estamos olhando para a pior o a melhor coisa que possa ter acontecido com a humanidade”.Tags: Notícias, Tecnologia, Robôs, ONUFonte: IDG Now!

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